Melhor visualizar em 800x600.
Você é o visitante número:
.........
. Naval- Turma
1994 - a última que presta!!!
Festa do Caio 20 e 21/12/98 (narrada ao estilo de J. C. Carvalho) Foi num mapa de não caber em folha solteira que pusemo-nos em demanda da casa do Caio. Percorrendo uma distância de não chegar nunca, na promessa da pândega e da farreagem. Bem municiados de tudo quanto era tisana das mais encapetadas e uma sede de 5 anos na cacunda. Na chegança ninguém deixava de render graças a um certo altarzinho bem arrumado onde se enfileiravam mais de século em uísques de boa cepa. Aquela enfiada de garrafas era o paraíso dos iniciados no "Whiskey in the Jar".
Um devoto, dos mais fanáticos Pablo comovia-se de tirar lágrimas a santo de pedra no em frente de tão gracioso arranjo: Nunca vi tal ajuntamento de qualidades! Repetia a cada um que se aproximava de caneca em punho para render graças às divindades escocesas afiliadas de Baco. Fazia ver a todos as belezas do quadro. Enquanto isso o pessoal foi chegando, a farra engrossava e a festança já não cabia mais no perdimento de siso dos vapores alcoólicos. Canecas de uísque e cerveja desapareciam como mágica nas goelas sedentas. Os mais exaltados dançavam e faziam figurações de fazer rir palhaço de circo de cavalinhos. Um certo Rodrigo por sugestão do rabequista, que arrancava gritos da rabeca de fazer inveja a gato arranhador de lousa desapareceu, e em seguimento reapareceu figurando de Homem Codorna. Trazia os cueiros por cima das calças, com uma elegância nunca vista em qualquer outro com semelhantes trajes. Para aquilatar a sem-vergonhice ainda dançava arrasta pé dos mais desengonçados. A um canto, acompanhado pelos gritos e lamentos da rabeca que sofria na mão de um sujeito barbudo, o Pablo, em cantoria amolentada pelo Jim (Beam), soltava o verbo na toada do "Whiskey in the Jar". De um recesso obscuro, qual pinto ensandecido saindo do ovo, o Pinello brotava em contorções só possíveis num corpo já amaciado pela cerveja. Logo adiante andava de um lado para outro no maior descaramento e cheio de requebros o Morango, delicadamente adornado com as orelhinhas de Minnie, conseguidas depois dele ter feito birra e rolado pelo chão chorando e babando: Eu quero! Eu quero! Me daaaaaaaaaaaaaaaaaá! Ao que foi atendido pela Lúcia que não agüentava mais pajear o impertinente fedelho! Já estavam todos com as idéias clareadas quando começou a dança cossaca, executada com extrema perícia pelo Caio, que ensinava o discípulo, Rodrigo, ao som da musiquinha "Sailorman", que a custo eu arrancava da rabeca, que já tinha bebido muito e não me obedecia mais.
Uns chegavam, outros saíam, mas o grupo mais radical, embebidos na fé, permaneciam inabaláveis, ou quase... Recebendo de peito aberto quantas canecas do "Juice of the Barley" fossem-lhes oferecidas. A comida brotava da churrasqueira, como cornucópia de aberrações: umas tão pálidas e mal passadas, outras esturricadas sabendo a madeira. Alguns (especialmente o Tito), com a mente elevada e a capacidade de raciocínio ilógico ampliados pelas beberagens, levantaram mui arrazoadamente a suspeita, calcada na observação clínica das lingüiças e demais repastos: Tem solitária na lingüiça!!! Ao que prontamente atendeu o Pablo com a solução: Bota peppa que mata!!!
Caio(em pé !!!) e Pablo as 5 da manhã Solução que causaria inveja ao sanitarista mais preparado no combate de tais pragas. Daí em diante a festa esquentou. Tudo estava quente, da comida à bebida, passando pelos ânimos! MADRUGADA BEM FRIA Ia a pândega nesses elevados debates, aquilatando a sabedoria e alto nível dos seletos circunstantes quando chegou o Miagi. Maior ignorantão de todas horas vistas. Temido e odiado quando sob efeito de mais de 40oGL. Capaz das maiores crueldades com as pobres garrafas cheias e trouxinhas picantes. Chegou calmo, como é do seu feitio, antes de tomar as temidas poções, nas quais não só caiu, mas praticava todo tipo de natação quando era pequeno. Percebendo que chegara atrasado, e que alguns em tão tardias horas já andavam abraçados em segredinhos e cochichos: Minha garrafinha querida, não conheço você de algum lugar? Nunca abracei quem mais gostasse do que você, minha doce canequinha*? (* Modo carinhoso de tratar as bojudas e reforçadas peças que iam de meio a um litro). Essa foi difícil de arrumar!!! (0,4 L)
Outros berravam lamentosos (capazes de assustar até lobisomem) para a lua cheia que estava bem amarrada no meio do céu de Suzano. Miagi não se fez de rogado, e num frêmito de inveja que partiu da raiz dos cabelos e foi refletir em áreas obscuras, para além donde mora o cóccix, atacou sem pejo e sem piedade uma garrafa de uísque que ia passando. Feito bezerro novo chupou metade do conteúdo num trago só, enquanto assobiava "Whiskey in the Jar" no canto da boca! Não contente com tal demonstração de destreza e tirocínio hepático e sabedor da fama mais que medicinal, quase santa, que a peppa sabia naquelas plagas sortidas de sabedoria e bons conselhos, tratou de avançar para um frasco da dita substância, sugando-lhe pelo menos 1/3, como quem prova uma colherinha de mel! Nesse instante a audiência cativa trouxe não se sabe de onde um amontoado de ovações e gritos capaz até de matar a formiga mais surda. Quando me lembro de gritos e lancinantes uivos não posso deixar de fazer referência ao curioso e extravagante episódio que aconteceu em seguimento. Ou teria sido antes? O álcool embotou um pouco a ordem dos fatos! Naquela noite de lua cheia, no adiante das doze badaladas, quando as criaturas da noite circulam sem pejo fazendo afronta aos vivos, ergueu-se ao céu fogueira nunca antes vista em derredor de 100 léguas da casa do Caio. Um amontoado de maldades e pestilências saím talvez do samburá do demônio, para aquela que foi, talvez, a guerra última ao mal. Num conluio atroz maldades, rancores, privações, lamentos, sofrimentos, dores físicas e psicológicas, brotavam cheias de peçonha e ódio dos sacos de lixo. Gordas, bem cevadas durante cinco anos pelo parasitismo e corrosão de nossas almas. O Caio montava a fogueira, puxando pela perna as maldades e demais monstruosidades transcalescas e vibrantes, como Pandora quando as soltava de sua caixa, só que com a diferença de que muitas delas eram renitentes e só a poder de bofetões e safanões se deixavam jogar na fogueira! Chiavam! Gritavam! Ganiam! Uivos assustadores! Estertores de morte no arder do fogo! Mas a despeito de qualquer lamento era hora de destruir aquele ninho de caninanas! Os rolos de fumo negro se elevavam ao ar, emporcalhando o luar límpido e provocando reações variadas: Às plantas causava morte súbita, após murchamento instantâneo. Insetos que não morreram, afastaram-se para muito longe, já sofrendo porém de mutações irremediáveis nas suas células, o que tem assustado a população, pelo tamanho avantajado e sanha assassina dos pernilongos descendentes dos que presenciaram os horrores daquela noite. Alguns de nós que respiraram a fumaça maldita apresentaram sintomas inauditos: O Damião, perdendo o senso de direção e o equilíbrio, caiu num buraco, que de tão fundo fazia eco. Socorrido por uma alma pura (Lúcia), imune às maldades que grassavam em derredor e agonizavam no fogo, em voz sumida, demonstrava a ela que já recuperava os sentidos: Onde está minha caneca? Na maioria, porém, a fumaça causou um fenômeno até então desconhecido. Todos como possuídos gritavam palavras de ordem, amaldiçoavam com fragor os algozes de tantos anos. Neste despejar de peçonha, nessa guerra de extermínio contra o mal surgiu um líder, um xamã, o maior dos possessos: Tito!!! Desvairadamente urrava frases mortais. Com gestos só possíveis a um possesso prometia remeter os demônios que se manifestavam na fogueira com o rabo entre as pernas, ou até sem ele, para as profundezas do inferno, de volta para o seu mestre JPCV. Atacado, despejava num descalabro inaudito malquerença e animosidade. E a cada urro seu e dos outros participantes do que já era um ritual de exorcismo o fogo se avivava, e mais de uma vez o demônio se manifestou pelas páginas do Incropera que subiam chiando e se retorcendo flamejantes aos ares. Mas o ódio, a sede de vingança, a união de tantos venceu a comandita de demônios. O fogo foi diminuindo até se extinguir. Os uivos foram se perdendo na noite. Triunfamos na batalha contra o MAL naquela noite! Aqueles que passam por lá, especialmente nas noites de lua cheia, juram que ainda podem ouvir no ar os estertores dos demônios e os brados daqueles que os derrotaram! Naquele lugar nem erva daninha nasce mais.
Fabio, 30/01/99. Deixo para os senhores que também participaram da festa narrar o dia que se seguiu, o espancamento e destruição do professor anônimo!
Não se esquecendo do que tinha dito o grande amigo e religioso Tito que com muita raiva alteava sua luta e dizia em altos brados: "Morte ao filho da puta!".
Mas tá me saindo um Gregório de Matos (boca do inferno) esse menino! Ma vá, que boca suja!!!
|
|